Manuel Alegre exorta intelectuais a "restituírem esperança" aos portugueses
Manuel Alegre estava como um peixe na água. Sentado ao lado dos escritores Mário de Carvalho e Mário Cláudio, numa mesa à volta da qual se encontravam também a sua porta-voz, Inês Pedrosa, e a professora Clara Crabbé Rocha. Em redor, viam-se Eduardo Prado Coelho, Jorge Palma, Fernando Pinto do Amaral, Nuno Júdice, Nelson de Matos, José Manuel Saraiva, Hélia Correia, Diogo Dória, Rui Zink. Mas também o ex-dirigente comunista Carlos Brito, a fundadora do PS, Carolina Titto de Morais e o socialista José Leitão.
Na véspera do arranque oficial da campanha eleitoral, Alegre jantou, no Hotel Altis, em Lisboa, com cerca de 150 personalidades da cultura. O momento serviu para a estreia do hino da candidatura, interpretado por Paulo de Carvalho e letra do médico Fernando Guerra. Titulada "Livre e fraterno Portugal", a canção, cuja letra foi distribuída pelos presentes em pequenos papéis, foi produzida por Elvis Veiguinha, que curiosamente assinou também a autoria dos arranjos do hino da candidatura de Mário Soares. Num discurso apropriado para a ocasião - pontificaram as citações de Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, Camões, Bernardim Ribeiro e Ossip Mandelstam -, Alegre apelou à intervenção dos intelectuais na "restituição da esperança aos portugueses". "Os intelectuais portugueses devem voltar a ter uma grande responsabilidade por Portugal, a responsabilidade de restituir aos portugueses a esperança em si mesmos", afirmou, alertando que o país "não vive numa torre de marfim, mas numa cidade que é preciso reconstruir". Os apoiantes aplaudiram e manifestaram-se mais efusivos quando o candidato frisou que "um Presidente tem de garantir a saúde e a decência da democracia". "É hoje uma necessidade e uma urgência", acrescentou. E concluiu: "Nada tenho para vos dar e nada posso pedir mais do que a vossa confiança e solidariedade." A intervenção de Alegre foi parca em mensagens políticas e o apelo que o candidato havia feito aos "indecisos" do eleitorado socialista, anteontem à noite, em Angra do Heroísmo, não se repetiu. No jantar com apoiantes da ilha Terceira, Alegre exortou os militantes do PS a escolherem entre a vitória de Cavaco Silva ou a sua passagem à segunda volta. Em tom veemente, disse: "Queria dirigir um apelo a todos os indecisos e especialmente aos indecisos socialistas porque está na altura de decidirem se queremos ou não ir à volta. O que é que realmente os preocupa? Derrotar Cavaco Silva ou que um candidato independente passe à segunda volta?". Ontem à noite, ao mesmo tempo que se iniciava em todas as sedes de candidatura o evento "Noite Alegre" (música e leitura de poemas para dar o pontapé de saída da campanha), Inês Pedrosa leu, no Altis, mensagens de apoio dos escritores Pedro Tamen, Hélder Macedo e João Aguiar e do pintor Jorge Pinheiro. A porta-voz anunciou também uma nova entrada no rol de apoiantes de Alegre: a do escritor José Riço Direitinho.
Veja video no desenvolvimento da notícia
Manuel Alegre no jantar da cultura Fonte RTP1
Na véspera do arranque oficial da campanha eleitoral, Alegre jantou, no Hotel Altis, em Lisboa, com cerca de 150 personalidades da cultura. O momento serviu para a estreia do hino da candidatura, interpretado por Paulo de Carvalho e letra do médico Fernando Guerra. Titulada "Livre e fraterno Portugal", a canção, cuja letra foi distribuída pelos presentes em pequenos papéis, foi produzida por Elvis Veiguinha, que curiosamente assinou também a autoria dos arranjos do hino da candidatura de Mário Soares. Num discurso apropriado para a ocasião - pontificaram as citações de Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, Camões, Bernardim Ribeiro e Ossip Mandelstam -, Alegre apelou à intervenção dos intelectuais na "restituição da esperança aos portugueses". "Os intelectuais portugueses devem voltar a ter uma grande responsabilidade por Portugal, a responsabilidade de restituir aos portugueses a esperança em si mesmos", afirmou, alertando que o país "não vive numa torre de marfim, mas numa cidade que é preciso reconstruir". Os apoiantes aplaudiram e manifestaram-se mais efusivos quando o candidato frisou que "um Presidente tem de garantir a saúde e a decência da democracia". "É hoje uma necessidade e uma urgência", acrescentou. E concluiu: "Nada tenho para vos dar e nada posso pedir mais do que a vossa confiança e solidariedade." A intervenção de Alegre foi parca em mensagens políticas e o apelo que o candidato havia feito aos "indecisos" do eleitorado socialista, anteontem à noite, em Angra do Heroísmo, não se repetiu. No jantar com apoiantes da ilha Terceira, Alegre exortou os militantes do PS a escolherem entre a vitória de Cavaco Silva ou a sua passagem à segunda volta. Em tom veemente, disse: "Queria dirigir um apelo a todos os indecisos e especialmente aos indecisos socialistas porque está na altura de decidirem se queremos ou não ir à volta. O que é que realmente os preocupa? Derrotar Cavaco Silva ou que um candidato independente passe à segunda volta?". Ontem à noite, ao mesmo tempo que se iniciava em todas as sedes de candidatura o evento "Noite Alegre" (música e leitura de poemas para dar o pontapé de saída da campanha), Inês Pedrosa leu, no Altis, mensagens de apoio dos escritores Pedro Tamen, Hélder Macedo e João Aguiar e do pintor Jorge Pinheiro. A porta-voz anunciou também uma nova entrada no rol de apoiantes de Alegre: a do escritor José Riço Direitinho.
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Manuel Alegre no jantar da cultura Fonte RTP1
Manuel Alegre Blog Algarve Jovem


1 Comments:
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Anónimo, at 1:48 da manhã
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