Candidatura Alegre Presidente - Algarve Jovem

terça-feira, janeiro 17, 2006

"Com Cavaco, teremos crise em seis meses"

Se Cavaco Silva vier a ser eleito Presidente da República, acusou o candidato presidencial independente, "ao fim de seis meses vamos ter uma crise política a partir da Presidência da República para que se cumpra o velho sonho da direita - um Governo, uma maioria, um Presidente." Um sonho que nasceu com Sá Carneiro. Perante cerca de 500 apoiantes num almoço em Portimão, Manuel Alegre afirmou que a "estabilidade" tantas vezes invocada por Cavaco Silva implica a substituição do actual Executivo de José Sócrates por uma maioria social-democrata.
O discurso, proferido antes de ser servido o frugal frango com batatas fritas e salada que constava da ementa, empolgou a sala. Na assistência, e ao contrário do que sucedeu em dias anteriores, viam-se muitos jovens. Um cenário repetido ao princípio da noite de ontem, na festa-comício em Faro perante 500 pessoas, considerou que Jorge Sampaio "devia falar mais grosso para ser ouvido" nos reparos que tem feito à situação da justiça. "Não podemos viver num país em que parece que toda a gente escuta toda a gente sem saber porquê." Entre os que o aplaudiram estava Luís Filipe Madeira, histórico dirigente do PS/Algarve, o ex-deputado comunista Carlos Brito e o cantor António Manuel Ribeiro. À chuva, de boné Estes foram os pontos altos de um dia assinalado pela estreia da chuva. "Foi preciso chegarmos ao Algarve para nos molharmos", observava alguém na caravana. Um autêntico dilúvio, que fez reduzir ao mínimo ou até anular algumas das acções de campanha previstas. Em Armação de Pera, Alegre limitou-se a uma breve visita à sede local da sua candidatura. Em Quarteira, não chegou sequer a contactar os apoiantes, que a chuva intensa entretanto dispersara. Antes, no centro de Lagos, foi recebido por algumas dezenas de pessoas junto à estátua do Infante D. Henrique. Seguiu-se a paragem em Portimão, onde o poeta Nuno Júdice se encontrava entre os que o receberam. De boné na cabeça, para se proteger da chuva, o candidato fez mais uma das suas homenagens a portugueses ilustres já desaparecidos - desta vez a Manuel Teixeira Gomes, um escritor portimonense que ocupou a Presidência da República entre 1923 e 1925, rumando de seguida a um exílio voluntário em Argel, onde faleceu em 1941. Alegre é escritor, viveu também exilado em Argel e sonha agora com Belém... (...) Também no Algarve, à semelhança do que sucedeu noutras regiões do país, não faltaram militantes socialistas que abraçaram Manuel Alegre, comunicando-lhe que tencionam votar nele no próximo domingo. Uma cena que se repete à medida que as sondagens - designadamente a da Marktest para o DN e a TSF, actualizada diariamente - vão consolidando o segundo lugar do poeta nas intenções de voto dos portugueses. Embalado por estes números, o candidato independente aproveitou um concorrido jantar com apoiantes realizado sábado em Beja para pedir expressamente o voto dos socialistas, o que aconteceu pela primeira vez desde o início da campanha eleitoral. Ideia subjacente a este apelo a bipolarização será feita entre Cavaco Silva e Manuel Alegre, tornando inútil o voto noutros candidatos à esquerda.

Veja o Vídeo clicando aqui, Cavaco em Belém trará crise política

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