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sábado, dezembro 03, 2005

Alegre elege desertificação do interior como um dos principais problemas

O candidato continuou a reafirmar que a sua candidatura não contra nenhum partido político
Manuel Alegre elegeu ontem a "desertificação no Portugal profundo interior", que cresce de dia para dia, como "um dos graves problemas do país". O candidato a Presidente da República lamenta que, apesar de ter havido "muito discurso" no sentido de inverter a situação, "a verdade" seja a de que "o país está a concentrar-se cada vez mais no litoral, cada vez mais em torno do dois pólos, que são Lisboa e Porto".
Em declarações aos jornalistas, minutos depois de ter inaugurado a sua sede de candidatura na Guarda, situada na Praça Velha, Alegre sustentou que o Presidente da República "deve chamar a atenção para as zonas mais desfavorecidas, para o problema do despovoamento". A falta de criação de indústrias, o insucesso e o abandono escolar são algumas das razões que apontou para a crescente desertificação, defendendo a necessidade de serem "criadas condições para as pessoas se fixarem". Embora diga que o problema da desertificação no interior o preocupa, Alegre optou, no entanto, por nem abordar o assunto no discurso que fez na cerimónia de inauguração da sede, optando por repetir o discurso que já tinha feito na véspera em Guimarães, Braga e Viana do Castelo. Mais uma vez, reafirmou que a sua candidatura " não é de nenhum partido, mas é cada vez mais uma candidatura nacional" e que as sedes que estão a surgir em todos os distritos "não são criadas por nenhum aparelho, são fruto de um acto de cidadania". "Quem está aqui, não está obrigado, não vieram de comboio ou de camionetas arregimentadas, aqui há pessoas livres", sublinhou. Com a sua candidatura, salientou Alegre: "Nasceu um facto novo na vida política nacional, um facto de iniciativa cívica, algo que não existia na nossa tradição: o voluntariado político." Depois de se mostrar convicto de que vai disputar a segunda volta com Cavaco Silva, Manuel Alegre quis, desde logo, deixar claro que só é candidato a Presidente da República: "Podem ficar descansados aqueles que pensam que, com a minha passagem à segunda volta, isso possa ter consequências dentro de alguns partidos". Ao reafirmar que a sua candidatura não é contra os partidos, "mas é contra quem dentro deles defende lógicas aparelhistas", o candidato considerou que existe "uma crise de confiança nas instituições e nos políticos, devendo o Presidente da República estabelecer a confiança dos portugueses". Antes de terminar o discurso, Manuel Alegre defendeu que Portugal deve afirmar-se na Europa, "sem esquecer os vários países por onde os portugueses passarem". "Queremos estar na Europa, no centro das decisões, sem subserviência nem arrogância, mas queremos reforçar também a nossa presença na CPLP, dar-lhe uma componente militar, criar um laboratório de língua portuguesa", adiantou. O candidato propõe também que passe a haver "uma capital rotativa de lusofonia, de dois em dois anos, para dar nova expressão a esta comunidade de língua portuguesa". "Podemos ser um país que não conta na economia de mercado, mas conta na história, na literatura e na grande língua portuguesa", considerou, acrescentando: "Estamos na hora da globalização, cabe ao Presidente da República o papel de contribuir para se reinventem e reafirmem os valores permanentes da identidade nacional."

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