A pátria, o hino e bandeiras encheram Altis
Foi uma cerimónia diferente, a da apresentação de candidatura de Alegre. O hino e as bandeiras nacionais marcaram presença e por várias vezes se gritou "Portugal".
"Felizmente, temos casa cheia", dizia o apresentador da candidatura de Manuel Alegre, pouco antes de, na sala Europa do Hotel Altis, se iniciar a apresentação do "contrato presidencial" do candidato a chefe de Estado, cerimónia onde por diversas vezes se ouviu aplaudir a palavra pátria. A sala - a mesma que já a 31 de Agosto se enchera quando Mário Soares ali apresentou a sua candidatura - estava de facto repleta de apoiantes, oriundos de várias zonas do país, e de elementos da comissão de honra, e também de bandeiras nacionais, que pela primeira vez se viram numa sessão de campanha. Também em estreia em candidaturas presidenciais, no Altis ouviu-se ontem cantar o hino nacional. Na primeira fila, além de Mafalda Alegre, mulher do candidato, estavam membros da comissão política e da comissão de honra de Alegre, como Abílio Hernandez Cardoso, Luís Mota, Inês Pedrosa, Faria e Costa, Henrique Melo, Pina Pereira. E também o mandatário para a juventude, Pacman, vocalista dos Da Weasel, para quem, nestas coisas de candidaturas, "enquanto uns organizam e outros discursam" ele prefere cantar, como destacou. Entre os apoiantes viam-se velhos amigos e companheiros de armas do "homem de esquerda" que agora se candidata a Presidente, no qual encontram, como dizia Edmundo Pedro, uma atraente "renovação de ideias". "Amigo, companheiro de jornada e padrinho de casamento" de Alegre, Edmundo Pedro já em Agosto estivera na mesma sala, para apoiar Soares, o que se deveu ao facto de ter pensado que Alegre não avançava, como explicou ao PÚBLICO. "As razões são simples. Quando o Manuel Alegre disse em Viseu que não se candidatava eu telefonei ao Mário Soares a dar-lhe o meu apoio. Mas depois o Manuel Alegre decidiu avançar e tive de ir dizer ao Mário [no Ritz, na apresentação do manifesto] que não podia continuar a apoiá-lo, porque ia fazer parte da comissão de honra de Alegre." Numa das primeiras filas esteve também Stela Piteira Santos, viúva de Fernando Piteira Santos e outra companheira de luta de Alegre, do tempo que passaram em Argel, depois de ter sido criada em Paris a Frente Patriótica de Libertação Nacional, que o candidato dirigiu. "Não é só uma questão de amizade e política que me leva a apoiá-lo, é também porque acho que ele será um Presidente competente", salientou ao PÚBLICO. Além das figuras da resistência, na sala do Altis - onde ainda antes da intervenção de Alegre soou uma gravação da "Trova do Vento que Passa", entoada por Adriano Correia de Oliveira - estiveram também muitas personalidades do mundo académico, do futebol e das artes. "A candidatura de Alegre é uma pedrada no charco das candidaturas hegemónicas e previsíveis. Ele é provavelmente o único que tem um manifesto em que se levantam problemas que reportam para um projecto presidencial e não para um programa presidencial, porque esse está na Constituição", defendeu ao PÚBLICO o professor universitário João Mendes, para quem o candidato independente apresenta "propostas com um carácter consideravelmente inovador". E já depois de apresentado o "contrato presidencial" era isso mesmo que outros destacavam também, elogiando a intervenção do candidato, que, no final, ainda no palco, entoou com os presentes o hino nacional. À saída, foi porém a entoar a "Trova do Vento que Passa" que muitos abandonaram o Altis.
"Felizmente, temos casa cheia", dizia o apresentador da candidatura de Manuel Alegre, pouco antes de, na sala Europa do Hotel Altis, se iniciar a apresentação do "contrato presidencial" do candidato a chefe de Estado, cerimónia onde por diversas vezes se ouviu aplaudir a palavra pátria. A sala - a mesma que já a 31 de Agosto se enchera quando Mário Soares ali apresentou a sua candidatura - estava de facto repleta de apoiantes, oriundos de várias zonas do país, e de elementos da comissão de honra, e também de bandeiras nacionais, que pela primeira vez se viram numa sessão de campanha. Também em estreia em candidaturas presidenciais, no Altis ouviu-se ontem cantar o hino nacional. Na primeira fila, além de Mafalda Alegre, mulher do candidato, estavam membros da comissão política e da comissão de honra de Alegre, como Abílio Hernandez Cardoso, Luís Mota, Inês Pedrosa, Faria e Costa, Henrique Melo, Pina Pereira. E também o mandatário para a juventude, Pacman, vocalista dos Da Weasel, para quem, nestas coisas de candidaturas, "enquanto uns organizam e outros discursam" ele prefere cantar, como destacou. Entre os apoiantes viam-se velhos amigos e companheiros de armas do "homem de esquerda" que agora se candidata a Presidente, no qual encontram, como dizia Edmundo Pedro, uma atraente "renovação de ideias". "Amigo, companheiro de jornada e padrinho de casamento" de Alegre, Edmundo Pedro já em Agosto estivera na mesma sala, para apoiar Soares, o que se deveu ao facto de ter pensado que Alegre não avançava, como explicou ao PÚBLICO. "As razões são simples. Quando o Manuel Alegre disse em Viseu que não se candidatava eu telefonei ao Mário Soares a dar-lhe o meu apoio. Mas depois o Manuel Alegre decidiu avançar e tive de ir dizer ao Mário [no Ritz, na apresentação do manifesto] que não podia continuar a apoiá-lo, porque ia fazer parte da comissão de honra de Alegre." Numa das primeiras filas esteve também Stela Piteira Santos, viúva de Fernando Piteira Santos e outra companheira de luta de Alegre, do tempo que passaram em Argel, depois de ter sido criada em Paris a Frente Patriótica de Libertação Nacional, que o candidato dirigiu. "Não é só uma questão de amizade e política que me leva a apoiá-lo, é também porque acho que ele será um Presidente competente", salientou ao PÚBLICO. Além das figuras da resistência, na sala do Altis - onde ainda antes da intervenção de Alegre soou uma gravação da "Trova do Vento que Passa", entoada por Adriano Correia de Oliveira - estiveram também muitas personalidades do mundo académico, do futebol e das artes. "A candidatura de Alegre é uma pedrada no charco das candidaturas hegemónicas e previsíveis. Ele é provavelmente o único que tem um manifesto em que se levantam problemas que reportam para um projecto presidencial e não para um programa presidencial, porque esse está na Constituição", defendeu ao PÚBLICO o professor universitário João Mendes, para quem o candidato independente apresenta "propostas com um carácter consideravelmente inovador". E já depois de apresentado o "contrato presidencial" era isso mesmo que outros destacavam também, elogiando a intervenção do candidato, que, no final, ainda no palco, entoou com os presentes o hino nacional. À saída, foi porém a entoar a "Trova do Vento que Passa" que muitos abandonaram o Altis.
Manuel Alegre Blog Algarve Jovem


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