Manuel Alegre fala sobre o Ensino
"...a modernização da escola não pode ser feita contra os professores." O candidato presidencial Manuel Alegre advertiu hoje que a melhoria do ensino não pode ser feita contra os professores e defendeu que se ensine a Constituição nas escolas. As afirmações de Manuel Alegre foram feitas durante uma visita à Escola nº 1 de Lisboa para discutir o insucesso e o abandono escolares, com que iniciou uma série de dias temáticos, e na qual declarou inaugurada a sua pré-campanha para as presidenciais de 2006. "A modernização e a melhoria da escola pública passam obviamente pela valorização profissional e social dos professores. Tem de ser feita com e não contra os professores", advertiu o dirigente socialista na sua intervenção. No final do encontro, no qual esteve presente o seu colega de escola primária e secretário-geral da FENPROF, Paulo Sucena, Manuel Alegre não quis, no entanto, tomar posição sobre a nova greve de professores convocada para sexta-feira por aquele e outros sindicatos, nem sobre a política de educação do Governo do PS. "Estou aqui como candidato a Presidente da República. Compreendo as razões de todos. Não me vou pronunciar sobre esta situação concreta", respondeu aos jornalistas, acrescentando que "sempre que há mudanças, há protestos" e que estes são "um direito", sejam "com razão ou sem razão". Manuel Alegre não quis também dizer o que faria perante a contestação dos professores à actuação do Governo se fosse chefe de Estado, mas considerou que ao Presidente cabe "favorecer o diálogo, o encontro de opiniões e atenuar tensões" e aproveitou para elogiar Jorge Sampaio. "Sei que o Presidente da República, Jorge Sampaio, é muito escrupuloso, muito exigente e um democrata de sempre. Ele saberá muito bem, perante esta situação, o que fazer", disse, depois de, na visita à escola, ter enaltecido o actual Chefe de Estado por procurar "chamar a atenção dos portugueses para exemplos positivos". Na sua intervenção, Manuel Alegre apontou o combate ao insucesso e ao abandono escolares e o investimento na escola pública como os meios para impedir a exclusão social e promover a produtividade do país. No debate que se seguiu com responsáveis da educação, Alegre reforçou que "tudo começa na escola", onde "cada professor é também um professor de cidadania", e disse que uma das suas propostas enquanto candidato a Belém "é que se ensine a Constituição nas escolas". "A cidadania começa pelo conhecimento da Constituição. Os portugueses devem conhecer desde pequenos o que é a organização do Estado, os seus direitos e os seus deveres", defendeu. O vice-presidente da Assembleia da República definiu como "simbólica" a visita àquela escola do primeiro ciclo do ensino básico construída em 1875, onde declarou o início da sua pré-campanha e lembrou os seus tempos de aluno, em Águeda. "Éramos obrigados a fazer a saudação nazi, fascista, virados para o retrato do Carmona e do Salazar. E havia muita pobreza. Éramos muito poucos os que usávamos sapatos", recordou. "Fazia-me muita impressão que uns andassem descalços e outros de sapatos. Fazia muitas vezes essa pergunta e ficavam muito atrapalhados", adiantou Manuel Alegre, revelando ter aprendido nessa altura muito acerca "da liberdade, da frontalidade, da igualdade e da responsabilidade perante os outros". Interrogado por um dos elementos da assistência sobre como deve o ensino da religião adaptar-se ao convívio de diferentes religiões nas escolas, Alegre disse não saber "como" mas que "não deve haver exclusões" de nenhum credo.
Manuel Alegre Blog Algarve Jovem


1 Comments:
Tentarei lá estar aquando a inauguração, abraços!!
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Voice_Of_The_Opressed, at 7:42 da manhã
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