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sábado, novembro 26, 2005

Manuel Alegre defende convergência da esquerda

O candidato independente tece duras críticas à governação de Cavaco
Manuel Alegre defendeu ontem a necessidade de convergência da esquerda, preferindo reconhecer a esquerda portuguesa como plural e não como fragmentada. "Os candidatos da esquerda não deviam perder energias a atacarem-se uns aos outros", afirmou o candidato a Presidente da República.
Alegre considera ser "obrigação da esquerda", neste momento, "combater a abstenção, convencer os indecisos e impedir a fuga de votos para uma candidatura que nada tem a ver com a cultura de esquerda". Manuel Alegre delineou, numa intervenção inserida no ciclo Jornadas Presidenciais, promovido pelo Núcleo de Alunos de Economia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, os pontos essenciais da sua candidatura. Definiu-se como um "defensor da escola pública" e propôs a revisão da actual lei de financiamento do ensino superior público, que, segundo o candidato, "não garante um ensino de qualidade e obriga as universidades a recorrerem à propina máxima". Alegre exigiu que a educação e a defesa da escola pública se tornem prioridades do Estado e que se adopte uma atitude de "valorização social e profissional de alunos e professores". Depois de repetir várias vezes que veio "estragar a festa e a montagem que estava feita", Alegre sublinhou que, se houver uma segunda volta, "a esquerda vai mesmo unir-se". E acrescentou: "Se Cavaco Silva não obtiver uma maioria absoluta na primeira volta, arrisca-se a perder na segunda volta." O candidato independente teceu duras críticas ao silêncio de Cavaco Silva e à sua governação, acusando-o de ter seguido "um modelo de desenvolvimento errado", que "apostou muito no betão e muito pouco nas pessoas". "Cavaco Silva defende soluções ultrapassadas e espero que não continue a defender a estranha teoria das forças de bloqueio", disse Alegre, explicando que, enquanto primeiro-ministro, Cavaco Silva encarou a oposição, o Parlamento, o Tribunal de Contas e o próprio Presidente da República como forças de bloqueio. "Ora, um Presidente da República não pode ter a concepção de que todos os outros órgãos de soberania são forças de bloqueio", rematou Alegre.

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