Manuel Alegre apresentou "Contrato Presidencial"

"Candidato-me por um Portugal de todos. Não apenas dos donos dos aparelhos, sejam eles económicos, mediáticos ou políticos. Não há donos do voto nem da consciência dos homens e das mulheres livres de Portugal. Candidato-me por um Portugal que se diga no plural, uma Pátria que sois vós, uma Pátria que somos nós, um Portugal de todos."
Razões
da candidatura
Candidato-me a Presidente da República por decisão pessoal, no espírito, aliás, da Constituição. Sem apoios de aparelhos partidários. Livremente. Sou um homem da esquerda dos valores e dirijo-me a todos os portugueses que acreditam na Pátria, na liberdade e na democracia. Portugal atravessa uma crise resultante do período de transição que estamos a viver e de profundas mutações que se manifestam: de sociedade política e socialmente fechada para sociedade aberta; de país de emigração para país de imigração; de crescimento demográfico para envelhecimento. E sobretudo de declínio da sociedade industrial tal como a conhecemos nos últimos dois séculos. Há um ciclo de vida que está a acabar e outro, ainda sem contornos claros, que está a nascer. Há uma crise do Estado, que por sua vez é fruto de uma crise da sociedade, da confusão e ausência de valores, do declínio do espírito de serviço público, do facilitismo, da negligência e do egoísmo. Há cada vez mais gente que já não acredita. Há um clima de suspeição, desconfiança e descrença que pode dar origem a graves tensões sociais e políticas. Convém lembrar que esta situação não é nova. Uma sondagem publicada pelo Expresso em 24.10.92 indicava que 85% dos entrevistados mostravam grande desconfiança em relação aos titulares de cargos públicos. Havia na altura um clima de suspeição em relação ao clientelismo, bem com à degenerescência dos padrões éticos da política. Apesar da sua fama de autoridade e rigor, o então Primeiro Ministro não conseguiu travar a deriva. A desilusão provocou a maior taxa de abstenção nas eleições de 1995. A crise é sobretudo uma crise de confiança. Na minha opinião, ela exige, não uma visão tecnocrática, mas uma nova e ousada visão estratégica e política para Portugal.
Para ter acesso ao texto integral CLIQUE AQUI


3 Comments:
Gostei de saber da vossa existência. Aparecerei por aqui e ponho o meu Blog à disposição do que queiram comunicar... ele será, aliás, um espaço de discussão das presidenciais.
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Anónimo, at 1:00 da manhã
Obr. pelo envio do endereço!
Vamos ver como vão evoluir as coisas!.
Abr
Pedro
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Português desiludido, at 4:39 da manhã
Estamos cá, estamos Com Manuel Alegre.
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Anónimo, at 8:36 da manhã
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