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domingo, novembro 20, 2005

Alegre diz que Cavaco não tem perfil para Presidente da República

O candidato presidencial Manuel Alegre criticou ontem o desempenho de Cavaco Silva enquanto primeiro-ministro e insinuou que o candidato apoiado pelo Partido Social-Democrata não tem perfil para o cargo de Presidente da República.
Aludindo ao facto de ter formação em Economia, Alegre acusou-o de mau desempenho por ter deixado o País com um défice de 5,5 por cento, "enchido" a função pública com mais 220 mil funcionários e alterado o seu estatuto remuneratório.«Eu quero saber como é que uma pessoa com este perfil e este tipo de pensamento pode, como Presidente da República, compatibilizar e ter a cooperação das instituições com outros órgãos de soberania», afirmou.Manuel Alegre falava em Faro no início de um jantar que reuniu cerca de 300 apoiantes - entre os quais o ex-dirigente comunista Carlos Brito e o histórico socialista Luís Filipe Madeira -, encerrando o segundo dia de pré-campanha do candidato.«Não digo que um economista não possa ser candidato à Presidência da República, o que eu digo é que como primeiro-ministro ele provou-o muito mal», rematou, ressalvando que o problema não é o facto de ser economista, mas sim a sua concepção da economia.Em declarações aos jornalistas, Luís Filipe Madeira, ex- director de campanha nas duas corridas de Mário Soares à Presidência da República, disse considerar que o candidato apoiado pelo PS «não tem hipóteses de ganhar».«Não é razoável que o PS proponha ao país o mesmo presidente que propôs há 20 anos», observou, ironizando que também Eusébio «já não pode jogar no Benfica».Por seu turno, Carlos Brito, auto-suspenso do Partido Comunista e actual membro da Comissão política da candidatura de Manuel Alegre, assumiu que esta é a candidatura em que os renovadores se revêem e classificou o candidato independente como sendo «o melhor para Belém».
Manuel Alegre Blog Algarve Jovem

4 Comments:

  • Julgo que Cavaco Silva tem "duas personalidades" : uma se está no poder e outra se está na oposição.
    Quando está no poder é "político" e
    usa a demagogia para colher dividendos eleitorais. Quando na oposição diz o contrário daquilo que fez, para demagogicamente colher aplausos. Não foi só o caso do funcionalismo público: o tal "monstro" que ele engendrou à custa de admissões a todo o transe para satisfazer a gula do cartão laranja e os aumentos exorbitantes permitidos na época. Agora, que vê o estado a que "aquilo" chegou, já quer "emagrecer" o Estado, despedir
    em massa. Quanto à famosa Regionalização foi um dos paladinos e arautos mais convictos,
    basta ler o "Povo Livre" do tempo em que ele estava no poder. Depois, na oposição (fora do poder... melhor dizendo) já dizia cobras e lagartos da Regionalização.
    Ele próprio definiu isto num célebre artigo (brilhantemente caricaturado por Nuno Brederote dos Santos, no Expresso, sob a epígrafe "Explicação do Pássaro"), em que definia o político como um indivíduo calculista que se aproveita dos calendários eleitorais para tomar medidas que podem ter bom impacto eleitoral mas serão nocivas em termos económicos. Magnífico auto-retrato que ele agora quer negar ao dizer que não é político... José Manuel Figueiredo Sá

    By Anonymous Anónimo, at 1:19 da manhã  

  • Duas personalidades? Ele tem quatro ou cinco... depende das
    circunstâncias e da ocasião. Não é só "isso" da Regionalização e
    da Função Pública...
    F.C.P.

    By Anonymous Anónimo, at 3:36 da manhã  

  • By Anonymous Anónimo, at 6:23 da tarde  

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    By Anonymous Anónimo, at 2:07 da tarde  

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